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Quando nos encontramos em meio a nossa própria bagunça

Quem passou pela minha vida e teve o tempo de me conhecer um pouquinho, pode notar o quanto eu sempre fui chato com organização. Até pouco tempo atrás eu era aquela pessoa que sempre tentava fazer tudo certinho, da forma mais perfeita possível, deixando tudo no lugar correto e, para piorar, querendo pensar em tudo, ainda me preocupava em fazer o impossível para não deixar ninguém na mão. Durante toda minha vida eu fui assim, mas só recentemente eu percebi o quanto estava me prejudicando.

Veja bem, eu não estou dizendo que não é bom ser organizado. Pelo contrário, organização é uma das bases da vida – pessoal e profissional. É o que te ajuda estabelecer o caminho ideal para dar o seu próximo passo. O problema é que eu sempre fui muito organizado, dedicado de forma extrema ao trabalho, mas nunca tinha tempo para mim mesmo. Ou seja, eu carregava o peso do meu mundo e o de outras pessoas próximas nos meus ombros e não tinha tempo para nada. Eu não cuidava da minha saúde da forma que deveria, não me alimentava direito, não fazia muitos exercícios, não me divertia e isso foi tornando-se um grande problema ao invés da solução que eu buscava. Minha mania por organização consumiu com vontade uma parte da minha vida e exilou completamente a outra, criando um desequilíbrio sem igual que me levou a uma ansiedade que nunca tive.

Durante quase 4 anos eu vivi uma única sensação, a de apagar a luz completamente e andar sem rumo em uma estrada desconhecida e repleta de obstáculos. O medo tomou conta de tudo, enquanto o meu peito apertava o resto de suspiro que ainda tinha. Era uma mistura de desespero e dor que aumentava gradativamente. Eu não conseguia raciocinar ou agir e ainda me estressada a cada instante – até mesmo com o meu cachorro. Como resultado, eu fui me prejudicando e prejudicando pessoas ao meu redor. Não conseguia trabalhar direito e, consequentemente, as dívidas foram acumulando – afinal de contas, o tempo não para ninguém. Pessoas próximas viraram às costas para mim, parceiros de trabalho tentaram me passar a perna e me deixaram na mão e a única vontade que tinha era de sumir, o que talvez tenha feito eu me afastar de alguns outros bons amigos e familiares. Foi então que, no meio de tanta neblina, eu percebi que não estava sozinho! Eu passei a escutar uma voz de longe, mas que na verdade nunca saiu do meu lado – mesmo eu fazendo de tudo para ficar sozinho. Essa pessoa se chama Aimée, ela é minha namorada, e uma das pessoas mais guerreiras que tive o prazer de conhecer. Quando eu estava no fundo do poço e não tinha para mais onde cair, ela não me estendeu a mão como muitos estão pensando, ela estava lá comigo. Foi ela que segurou a onda, minha e a dela, e me incentivou dar um basta! Me fez olhar para cima e ao lado dela escalar aquela parede feita de angústia. Pedra por pedra, fomos subindo e aprendendo aos poucos o verdadeiro significado de acordar para a vida.

Diferente do que muitos possam achar, não é fácil se reencontrar no meio da escuridão. Constantemente, somos absorvidos por sentimentos que fazem de tudo para destroçar o pouco de força que ainda resta. Entretanto, nunca vou dizer que é impossível! Digo isso, pois me lembro muito bem de cada momento que passei  subindo aquele muro de memórias boas e ruins, enquanto o medo me acompanhava e me corroía como se eu fosse tudo e nada ao mesmo tempo. Me lembro tanto desse momento e da companhia, que passei a entender o meu próprio medo e recordar de todas às vezes em que ele me fez companhia. E uma coisa engraçada no meio disso tudo é que quanto mais você conhece uma coisa, mas você pode usar aquilo ao seu favor. E eu fiz exatamente isso, transformei o meu medo em energia e ele me deu fôlego para continuar subindo até chegar na beirada e voltar a ver a luz do dia.

Eu saí do poço, ao lado da minha namorada e meu cachorro, mas descobri que tínhamos uma estrada longa ainda pela frente para caminhar e colocar tudo no lugar novamente. Dessa vez, dando tempo ao tempo, compreendendo que da mesma forma que a vida não é feita só de diversão, ela não se resume só a trabalho. Existe um equilíbrio, que está longe de ser perfeito, mas existe. E se você tiver tempo para prestar um pouquinho de atenção, observá-lo com calma, vai perceber que é possível conviver com ele. E é esse equilíbrio nada perfeito que me ensina todos os dias que estamos sempre em constante aprendizados e me trouxe até aqui para escrever esse texto – bem como eu e minha namorada desenvolvermos esse projeto.

Em meio a tanta loucura e bagunça, que geraram uma confusa poluição mental, aprendemos muito sobre nós, nossa relação, vida pessoal e profissional. Aprendemos que não somos capazes de enfrentar nossos medos, mas sim de entendê-lo melhor. Da mesma forma é a própria vida e cada um dos obstáculos que enfrentamos durante essa. Não adianta sairmos atropelando tudo, dando uma de super e tentando enfrentar o que vier pela frente, mas podemos ganhar muito mais se dedicarmos um fração do nosso tempo para tentar entender a situação, a pessoa, o objetivo. Isso nos dá uma possibilidade de melhor equilíbrio! Posso dizer  que vem fazendo diferença em nossa vida e estamos muito felizes com isso.

Por isso criamos o Dgooda, esse projeto pessoal com nome estranho (que terá seu significado revelado em um outro post) e que vem nos dando muita energia. A ideia nasceu antes de tudo o que aconteceu com a gente mas, como eu não tinha tempo, ele era apenas uma ideia entre tantas outras. Então, nada mais do que justo ele renascer junto conosco e fazer parte da nossa vida. Afinal, o objetivo dele é nos ajudar a seguir a trajetória que tanto queremos para essa nova etapa de nossa vida. Com o Dgooda, vamos registrar um pouquinho da nossa caminhada em busca de um hábito mais saudável. E vamos fazer tudo isso através do nosso site e Instagram. Não trata-se da busca por uma meta! Não estamos buscando o corpo perfeito ou uma vida completamente zen, estamos em busca de nos sentirmos cada vez melhor com nós mesmos, aproveitando cada dia e sendo muito felizes.

Então, se você tiver curiosidade e quiser nos acompanhar, vem fazer parte dessa jornada. Seja feliz com a gente, seja feliz sozinho, seja feliz! Tenho certeza que isso vai te fazer muito bem.

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